
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta terça-feira, 20, mais uma edição do Seminário sobre Boas Práticas na Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. A atividade reuniu profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de cuidado integral, prevenção de agravos e garantia dos direitos da população com 60 anos ou mais. Neste ano, o encontro ampliou o público participante ao incluir pessoas idosas nas discussões sobre as próprias necessidades e experiências.
A programação abordou prevenção de quedas, saúde mental, alimentação e nutrição, direitos da pessoa idosa e enfrentamento à violência. Também incluiu o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), instrumento composto por 20 perguntas que auxiliam na identificação de vulnerabilidades e na avaliação das necessidades de saúde da pessoa idosa. A proposta é contribuir para que os profissionais reconheçam fatores de risco, considerem as condições de vida dos usuários e direcionem o acompanhamento e as intervenções de acordo com as necessidades identificadas.
A enfermeira e responsável técnica pelas linhas de cuidado da Saúde do Homem e da Pessoa Idosa da SES, Lanay Laurentino, explicou que a escolha dos temas considera questões observadas no atendimento à população idosa e a necessidade de atualização dos profissionais. “O IVCF-20 reúne questões relacionadas a diferentes dimensões da vida da pessoa idosa, como nutrição, saúde mental e convivência familiar. Ao discutir esses temas durante o seminário, os profissionais conseguem compreender melhor como eles se relacionam com a avaliação da vulnerabilidade e com a definição do cuidado adequado”, destacou.
A enfermeira e assessora técnica da Saúde da Pessoa Idosa, do Homem e LGBTQIAPN+ de Aracaju, Marília Cavalcanti, ressaltou a importância de preparar as equipes para identificar riscos relacionados tanto às doenças crônicas quanto a outras condições que afetam a autonomia e a segurança das pessoas idosas. “Precisamos acompanhar de perto condições como hipertensão e diabetes, identificar quando estão descompensadas e avaliar outros riscos, como as quedas e as vulnerabilidades cognitivas. Essa avaliação não é responsabilidade apenas de médicos e enfermeiros, profissionais de diferentes áreas precisam estar preparados para reconhecer essas situações”, afirmou.
A aposentada Selma Santos Pinto, de 76 anos, participou do seminário como representante da sociedade civil e destacou que o acesso à informação contribui para que as pessoas idosas conheçam e reivindiquem seus direitos. “Esses eventos são gratificantes porque, quando a gente não sabe alguma coisa, aprende e passa a exigir mais os próprios direitos. Eu me sinto jovem, participo de várias atividades e também compartilho o que aprendo com outras pessoas da minha idade. Enquanto Deus permitir, vou continuar nessa correria”, relatou.






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