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Caçada policial a autor de chacina no DF entra no 9° dia, no Entorno

Caçada policial a autor de chacina no DF entra no 9° dia, no Entorno

As polícias do Distrito Federal, de Goiás e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entram no 9° dia de caçada a Lázaro Barbosa, 32 anos. O homem é acusado de matar uma família no Incra 9, na quarta-feira da semana passada (9/6), e espalhar terror nas zonas rurais do DF e do Entorno. Ele fez chacareiros reféns, trocou tiro com um caseiro e com a polícia, mas segue foragido.Aproximadamente 200 policiais estão na região do Entorno do DF, espalhados entre Edilândia, Cocalzinho, Girsassol e Águas Lindas de Goiás, onde montam barreiras e fazem buscas em áreas de matas. Dois helicópteros dão suporte nas operações aéreas, conduzidas pelas polícias Civil e Militar, do DF e de Goiás.

Na madrugada dessa quarta-feira (16/6), Lázaro foi visto em uma fazenda a 8 km de Edilândia (GO). Ele teria arrombado a porta, preparado comida e ido embora. Uma camisa dele foi encontrada no local.“Ele entrou lá para fazer comida. Ainda quebrou a porta, mas não tinha ninguém. Ele pegou o que quis, a casa estava abastecida de comida. Dá a entender que ele estava muito tranquilo. Agora, está cheio de polícia. Helicóptero pousando lá em casa”, afirmou uma das vítimas, que preferiu não se identificar.

Tiro em policial e família refém

Na tarde de terça (15/6), Lázaro baleou de raspão um policial durante troca de tiros. O autor da chacina no Distrito Federal também fez três reféns em Edilândia. Na fuga, o criminoso passou por uma chácara e escondeu reféns sob folhas para que não fossem vistos pelas buscas aéreas da polícia. Eles foram encontrados com vida. As vítimas são pai, mãe e filha, de 48, 40 e 15 anos, respectivamente.

Também na terça, Lázaro foi flagrado por câmeras de segurança. “Ele estava com uma jaqueta, bermuda, uma blusa e uma botina. Estava com uma mochila nas costas, mas não vi qualquer machucado. Não havia nada aparente.Ele dormiu na cama que eu descanso e não ficou marca de sangue. Só suja de terra. Se estava armado, a arma estava dentro da mochila”, disse o chacareiro Rosinaldo Pereira de Moraes, 55 anos.

Chacina

Lázaro é suspeito de matar Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou e matou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas. O crime ocorreu na madrugada do dia 8/6, no Incra 9, em Ceilândia.O corpo dela foi encontrado no sábado, em um matagal. O cadáver estava sem roupa e com um corte nas nádegas, em uma zona de mata perto da BR-070.A morte de Cleonice reflete a crueldade de Lázaro. Caçado por uma coalização de forças policiais, o maníaco matou a mulher com um tiro na cabeça.Desde que matou a família Vidal, Lázaro vem entrando e saindo de propriedades, fazendo novas vítimas. Ainda no Incra 9, em Ceilândia, ele invadiu outros dois locais. Obrigou os chacareiros a cozinharem para ele e a, até, fumarem maconha com ele. Sempre agressivo, chegou a roubar um carro e incendiá-lo, próximo a Cocalzinho.No sábado (12/6), ele invadiu a fazenda da família de um soldado do 8⁰ BPM, próximo à Lagoa Samuel. Ele fez o caseiro refém, quebrou tudo, bebeu e fumou maconha. Também obrigou o funcionário a consumir a droga.

Segundo a corporação, o soldado chegou à propriedade no início da noite, foi até a cancela e, provavelmente, ao abri-la, o homem fugiu, levando o caseiro como refém.

O criminoso seguiu para a fazenda ao lado, a cerca de 700m, e baleou três homens. Havia no local uma mulher e uma criança. Testemunhas informaram que o suspeito da chacina colocaria fogo na casa e não o fez por causa das vítimas.

Possíveis disfarces

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Laboratório de Representação Facial Humana, divulgou imagens de possíveis de disfarces de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos.

A medida tem como objetivo apresentar possíveis aparências do foragido a fim de facilitar o seu reconhecimento, caso tenha feito alterações estéticas ou esteja usando algum acessório, como boné, máscara e óculos.

A PCDF solicita o apoio da população para localizar o homem. As informações podem ser feitas pelo Disque Denúncia, no telefone 197. A ligação é anônima.

fonte   metropoles

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