Saúde confirma um óbito por H1N1 no DF em 2018

A Secretaria de Saúde confirmou um óbito no Distrito Federal por influenza A do subtipo H1N1. Até agora, são três casos da doença — dois evoluíram para cura, e um resultou na morte de um homem de 54 anos com doença hematológica (sanguínea). As informações foram repassadas em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (11).

A diretora de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Saúde, Maria Beatriz Ruy; o secretário de Saúde, Humberto Fonseca; e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
A campanha de vacinação para os grupos prioritários começará na rede pública do DF em 23 de abril.

“O vírus do H1N1 está circulando no DF, o que não ocorreu no ano passado. Estamos agora em uma grande sazonalidade de doenças respiratórias, mas não é algo que foge à normalidade”, disse o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, sobre o aumento de casos de doenças respiratórias nesse período.

Ele destacou que a melhor forma de prevenção é a vacina e alertou para a baixa adesão da população-alvo à campanha em 2017. Por isso, a meta de atingir 90% de cobertura dos grupos de risco não foi alcançada, e o Ministério da Saúde decidiu estender a imunização para qualquer pessoa.

No ano passado, nenhum caso de H1N1 foi registrado no DF, de acordo com a pasta. Em 2016, contabilizaram-se 133 ocorrências e 17 mortes.

Até o último boletim epidemiológico, referente ao período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, o Distrito Federal registrou 223 casos de síndrome respiratória aguda grave — 164 deles em moradores daqui.

Desses 164, em 76 os exames apontaram positivo para vírus respiratórios, assim divididos:

41 de vírus sincicial respiratório (VSR)
18 de metapneumovírus
4 do vírus influenza A (H3N2)
2 do vírus influenza B
1 do vírus influenza A (H1N1)*
1 de influenza A não subtipado
3 de adenovírus
3 de parainfluenza 2
3 de parainfluenza 3
*Dos três casos de H1N1 registrados no DF, apenas um aparece na lista. Isso porque um ocorreu em residente de Goiás, e o boletim ainda não incluiu o óbito.
A vítima fatal de H1N1 foi internada no fim do último mês no Hospital Regional de Ceilândia e faleceu na unidade em 30 de março. De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito, a comorbidade, ou seja, o fato de o homem acumular outra doença, do tipo hematológica, “provavelmente contribuiu para o óbito”.

No DF, há outro caso de morte por síndrome respiratória aguda grave neste ano, mas causada por metapneumovírus. A vítima foi uma criança menor de 1 ano e portadora de doença congênita.

Quais são os sintomas da gripe e quando se deve procurar atendimento médico
O subsecretário descreveu quais são os sintomas comuns da gripe e quando é recomendado procurar atendimento médico. “As características gerais da gripe são febre de início súbito, secreção, tosse, dores de garganta e de cabeça, e mal-estar geral. No momento que tenha dificuldade respiratória maior e quadro de incidência muito súbita, o objetivo é procurar uma unidade de saúde”, esclareceu.

A diretora da Vigilância Epidemiológica, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da pasta, Maria Beatriz Ruy, reforçou a importância da vacinação para os grupos prioritários — o que é fundamental para diminuir a circulação do vírus e a chance de casos graves.

"A vacina é muito segura, tem 99% de eficácia"
Maria Beatriz Ruiz, diretora da Vigilância Epidemiológica
“A vacina é muito segura, tem 99% de eficácia. Ela serve para três tipos virais: para o H3N2, para H1N1 e para o influenza tipo B”, enumerou. Assim, segundo a diretora, a vacina não impede que as pessoas adquiram outros vírus respiratórios, “mas protege contra os casos graves”.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o DF receberá 777.700 doses. A vacina é distribuída pelo Ministério da Saúde e previne contra H1N1 e H3N2, subtipos do vírus influenza A, e contra influenza B.

A previsão é que o chamado Dia D, o Dia de Mobilização Nacional, ocorra em 12 de maio.

Poderão se vacinar de forma gratuita aqueles que fazem parte dos grupos prioritários. São eles:

Crianças de 6 meses a 5 anos incompletos
Grávidas em qualquer idade gestacional
Puérperas (até 45 dias pós-parto)
Pessoas com 60 anos ou mais
Pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico
Povos indígenas
População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas
Professores das redes pública e privada
Trabalhadores da área de saúde
Segundo o boletim informativo de gripe referente à semana epidemiológica nº 13 de 2018, a estimativa é vacinar 706.988 pessoas no DF, com meta de cobertura de 90% de cada um dos grupos prioritários.

Dicas para se prevenir da gripe
Para evitar a transmissão da gripe e de outras doenças respiratórias, a Secretaria de Saúde recomenda:

Lavar as mãos com frequência, principalmente antes de comer
Usar lenço descartável para higiene nasal
Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
Higienizar as mãos após tossir ou espirrar
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
Manter os ambientes bem ventilados
Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe
Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados)
Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos

EDIÇÃO: MARINA MERCANTE E RAQUEL FLORES

 


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